Todo financiamento tem amortização? Entenda AQUI!

Contratar um financiamento habitacional costuma envolver diversos termos técnicos que nem sempre são de fácil compreensão para quem está adquirindo a casa própria pela primeira vez. Diante disso, muitas pessoas se perguntam se todo financiamento tem amortização, buscando entender exatamente como funciona essa parte fundamental de qualquer contrato de longo prazo firmado com uma instituição financeira.
Esse conceito costuma ser confundido com o próprio pagamento da parcela, mas na verdade representa apenas uma parte dela, sendo essencial compreender essa distinção para avaliar corretamente o real custo de qualquer financiamento contratado ao longo dos anos.
Conhecer esses detalhes ajuda o comprador a fazer escolhas mais conscientes sobre seu financiamento, e é justamente por isso que entender se todo financiamento tem amortização se torna tão relevante nesse momento. Continue a leitura deste artigo no Programa MCMV e entenda todos os detalhes sobre o assunto.
Todo financiamento tem amortização?
Sim, essa afirmação é verdadeira, já que toda parcela de financiamento é composta por duas partes distintas, sendo uma delas a amortização, valor que efetivamente reduz o saldo devedor, e a outra os juros, que representam a remuneração cobrada pelo banco.
Sem essa amortização, o saldo devedor jamais diminuiria, permanecendo indefinidamente igual ao valor original contratado, sendo justamente essa parcela do pagamento a responsável por, mês a mês, aproximar o devedor da quitação completa da dívida.
Sem a amortização, o saldo devedor jamais diminuiria, permanecendo igual ao valor original contratado.
Qual tipo de financiamento pode amortizar?
Praticamente todos os tipos de financiamento de longo prazo possuem amortização em sua estrutura, incluindo financiamentos imobiliários, veiculares e empréstimos consignados, já que essa é uma característica inerente a qualquer operação de crédito parcelada.
A diferença entre eles está justamente na metodologia utilizada para calcular como essa amortização é distribuída ao longo do tempo, sendo essa escolha do sistema de amortização especialmente relevante em financiamentos imobiliários de maior prazo.
Quais são os 3 tipos de amortização?
No Brasil, existem três principais sistemas utilizados pelos bancos, sendo cada um responsável por distribuir de forma diferente a proporção entre juros e amortização dentro de cada parcela mensal ao longo do contrato firmado.
SAC – Sistema de Amortização Constante
Nesse modelo, o valor amortizado permanece exatamente igual em todas as parcelas, fazendo com que as prestações comecem mais altas e diminuam progressivamente ao longo do contrato, já que os juros incidem sobre um saldo devedor cada vez menor.
Esse sistema costuma resultar em um custo total de juros mais baixo ao final do financiamento, sendo especialmente vantajoso para quem consegue arcar com parcelas iniciais mais elevadas em troca de uma redução mais acelerada da dívida.
Price – Sistema Francês de Amortização
Nesse modelo, as parcelas permanecem fixas do início ao fim do contrato, mas a amortização é bem mais lenta nos primeiros anos, já que a maior parte de cada prestação inicial é destinada ao pagamento de juros, e não à redução do saldo devedor.
Essa previsibilidade de valor fixo costuma facilitar o planejamento financeiro mensal, sendo bastante utilizada por quem precisa de uma parcela inicial menor para conseguir aprovação de crédito compatível com a renda disponível.
SACRE – Sistema de Amortização Crescente
Esse modelo funciona como um meio-termo entre o SAC e o Price, apresentando amortização crescente ao longo do tempo, com reajustes periódicos que costumam resultar em parcelas relativamente estáveis dentro de cada intervalo entre uma correção e outra.
O SACRE costuma apresentar o menor custo total de juros entre os três sistemas, sendo utilizado principalmente pela Caixa Econômica Federal em determinadas linhas de financiamento habitacional oferecidas ao consumidor.
É melhor antecipar parcelas ou amortizar saldo devedor?
A escolha ideal depende diretamente do objetivo financeiro de cada pessoa, já que antecipar parcelas futuras sem indicar o direcionamento específico ao saldo devedor pode gerar economia menor de juros do que uma amortização extraordinária bem direcionada logo no início do contrato.
Quando o pagamento é feito de forma genérica, algumas instituições financeiras podem simplesmente quitar as próximas parcelas na ordem cronológica, sem necessariamente reduzir o saldo devedor de forma estratégica, o que acaba gerando menos economia total de juros ao longo do contrato.
Por isso, ao realizar qualquer pagamento extra, é fundamental informar expressamente à instituição financeira que o valor deve ser direcionado para amortização do saldo devedor, optando preferencialmente pela redução do prazo, e não apenas da parcela.
Essa preferência pela redução de prazo costuma gerar economia total de juros maior, já que menos tempo de contrato significa menor incidência acumulada de juros ao longo de toda a vida útil do financiamento contratado.
É vantajoso amortizar um financiamento?
Sim, essa prática costuma trazer benefícios financeiros significativos, já que reduzir o saldo devedor antecipadamente diminui a base sobre a qual os juros futuros são calculados, gerando economia real ao longo de todo o restante do contrato.
Segundo especialistas do setor, em cenários de taxa de juros mais elevada, amortizar o financiamento imobiliário costuma render mais do que a maioria dos investimentos conservadores disponíveis no mercado financeiro atual.
Quem possui saldo disponível no FGTS também pode utilizar esse recurso para amortização, respeitando o interstício de dois anos entre uma solicitação e outra, sendo essa uma estratégia bastante utilizada por trabalhadores que financiam sua casa própria.
Vale destacar que, antes de decidir qual caminho seguir, é sempre recomendável simular diretamente com a instituição financeira o impacto real de cada tipo de amortização, comparando o efeito sobre o valor das parcelas e o tempo total do contrato.
Diante de tudo isso, fica evidente que todo financiamento tem amortização, sendo fundamental compreender os diferentes sistemas disponíveis para escolher a opção mais vantajosa para seu perfil financeiro.
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